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Síndrome do Regresso…

De volta ao país, brasileiros sofrem ‘síndrome do regresso’

Fonte: Site UOL – 06/03/2012

AMANDA LOURENÇO
JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008.

O relatório de 2011 sobre a população expatriada sai no fim deste mês, e a taxa de retorno deve ser ainda maior. Há tanta gente comprando a passagem de volta e tanta dificuldade de reintegração ao mercado de trabalho brasileiro que o Itamaraty lançou o “Guia de Retorno ao Brasil”, distribuído nas embaixadas.

O caminho de volta pode gerar depressão. É a “síndrome do regresso”, termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa para designar certo “jet lag espiritual” que aflige ex-imigrantes.

Morto em 2011, Nakagawa estudava a frustração de brasileiros que voltavam ao país após uma temporada de trabalho em fábricas japonesas.

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos”, diz a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva do psiquiatra e coordenadora do projeto Kaeru, de reintegração de crianças que voltam do Japão.

BONDE ANDANDO

“Retornar é uma nova imigração”, diz a psicoterapeuta Sylvia Dantas, coordenadora do projeto de Orientação Intercultural da Unifesp. “A sensação é de que perdemos o bonde, estamos por fora do que deveríamos conhecer como a palma da mão.”Se ao sair do país o imigrante se cerca de cuidados para amenizar o choque cultural, no retorno a ilusão é de que basta descer do avião para se sentir em casa.

Quando voltou do segundo intercâmbio no Canadá, o gerente de marketing Rafael Marques, 33, descobriu que havia ficado para tio: “Todos os meus amigos estavam casados, com outras prioridades. Demorei meses para me situar”. Resultado: deprimiu. Recuperado, hoje ele trabalha com intercâmbios.

Para amenizar o estranhamento, a analista de marketing Natasha Pinassi, 34, se refugiou nos amigos feitos durante sua vivência de um ano na Austrália: “Em pouco tempo no Brasil percebi que deveria ter feito minha vida na Austrália. Já não via graça nas pessoas e nos lugares que frequentava antes. Só conversava com brasileiros que conheci no exterior”.

A família pouco ajudava: “Não pude falar o que sentia. Eu me culpava por estar sofrendo enquanto meus pais estavam felizes com minha volta”, diz Natasha, que tomou antidepressivos para tentar sair desse estado.

A síndrome não é exclusividade dos brasileiros. “Em minhas pesquisas com imigrantes, percebi um sentimento geral de que o país deixado não é o mesmo na volta”, diz Caroline Freitas, professora de antropologia da Faculdade Santa Marcelina. “Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”

ABANDONO

Quem sofre de síndrome do regresso é frequentemente considerado esnobe. Parentes e amigos têm pouca paciência com quem volta reclamando: “O retorno tem uma significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há um sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e de inveja daquele que se aventurou”, explica Dantas.

Para Nakagawa, amigos costumam simplificar o processo de reintegração: “Há uma pressão para que a pessoa ‘se divirta’. Na melhor das intenções, os amigos não respeitam o tempo do viajante”.

Se a família também não ajudar, o ideal é procurar um psicólogo com formação intercultural. Em São Paulo, o núcleo intercultural da Unifesp dá orientação gratuita.


Atenção viajantes de plantão!

Até que enfim! TAM usará nova forma de embarque na versao GRUPOS.

 

Aleluia!

Brasil é o único país com duas novas maravilhas da natureza
Foi encerrada na sexta feira, 11/11, a votação promovida pela Fundação New Seven Wonders, para a escolha das Sete Novas Maravilhas da Natureza. O Brasil emplacou duas atrações entre as sete: a Amazônia, que divide com mais oito países, e as Cataratas do Iguaçu, que divide com a Argentina, são as únicas maravilhas localizadas no Ocidente. Confira a lista completa: Amazônia (Brasil mais oito países); Baía de Halong (Vietnã); Cataratas do Iguaçu (Brasil e Argentina); Komodo (Indonésia); Puerto Princesa Underground River (Filipinas); Montanha da Mesa (Cidade do Cabo, Africa do Sul); Jeju Island (Coréia do Sul).

Morar fora do seu país…

 

MORAR FORA do seu país…
Não é apenas aprender uma nova língua.
Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu pais.
Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.

Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
Não é apenas ter horarios malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.
Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
Não é apenas comer comidas diferentes.
Não é apenas não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.
Não é apenas amar o novo, as mudanças e tambem sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu país.
Não é apenas a distância.
Não são apenas as novidades.
Não é apenas uma nova vista ao abrir a janela.

Morar fora é se conhecer muito mais.
É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.
É ver que é possivel sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.
É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhece-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem.
É mudar de idéia.
É colocar em prática.
É ter de mudar sua cabeça todos os dias.
É deixar de lado as coisas pequenas.
É saber tampar o seu ouvido.
É se valorizar.
É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
É se ver aberto para a vida.
É não ter medo de arriscar.
É colocar toda a sua fé em prática.
É ter fé.
É aceitar desafios constantes.
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.

Morar em outros paises é se surpreender com você mesmo.
É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem:
VOCÊ MESMO!

 

Slogans?!

Slogans…

Hoje lembrei das primeiras aulas de Comunicação Social…O que é um slogan? logomarca? jingle? E dei boas risadas…

Airline Slogans that will never be used:

Join or frequent miss program!

Find out if there really is a God.

Terrorists are afraid to fly with us.

A real man lands where he wants to.

Ask about our out-of-court settlements.

Your kids will love our inflatable slides.

We may be landing on a street near you.

Complimentary champagne during free-fall.

Are the engines too noisy? Don’t worry. We’ll turn them off.

HA HA HA

Fonte: Livro: A year in the Life of an ESL Student

 

Eye on Idioms…

Idiom e Idiotismo

A palavra inglesa IDIOM corresponde ao conceito de “expressão idiomática” em português e “modismo” em espanhol. Existe também, na ciência lingüística, o vocábulo idiotismo, tanto em português como em espanhol, que é o caso muito especial de expressão idiomática.

A expressão idiomática é um conjunto de palavras que se petrificou na linguagem ao longo do tempo cujo significado nada tem a ver com o sentido literal das palavras usadas. Isto significa que, uma expressão idiomática, embora com o mesmo significado, terá forma totalmente distinta em português, em espanhol e em inglês. Por exemplo, “estou com a cachorra” (português), “I am very hot under the collar” (inglês: meu colarinho está quentíssimo) e “estoy como água para chocolate” (espanhol).Observe que são construções diferentes que têm exatamente o mesmo sentido, ou seja: estou muito zangado.

Concluímos, pois, que no caso da expressão idiomática, a característica da língua é única, mas afeta somente a construção, pois o conteúdo é igual; e caso não se tenha noção do sentido, será impossível desvendá-lo a partir da construção da frase.A expressão idiomática é uma estrutura lingüística que procede da construção cultural que uma comunidade de falantes faz no uso do idioma.

O idiotismo tem uma dose de sutileza. Idiotismo não é idiotice.Refere-se a um vocábulo cujo sentido não se encontra correspondência em qualquer palavra de outra língua. Em inglês, “idiotism” tornou-se uma palavra obsoleta, e os anglófonos só usam o termo “idiom” com esta acepção. O exemplo clássico é a palavra SAUDADE em português que expressa um sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, coisa ou lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas. Outras línguas usam verbos, expressões e, às vezes, frases inteiras para dizerem a mesma coisa, mas, nesta acepção, somente a língua portuguesa possui um termo único que define este tipo de sentimento que quase sempre traz consigo um tom fatalista e uma noção reprimida de que o objeto de desejo jamais voltará.

Uma homenagem aos meus amigos e minhas amigas professoras de idiomas neste mundão de Deus!

Fonte: Revista Nexos, Antonio Sepulveda

Las Palavras hacen números…

Muchas veces, las palabras cuentan más que lo imaginado. Así, por ejemplo, algunos números se esconden en los dichos más comunes. ‘Semana’ es una palabra derivada del latín septimana, adjetivo femenino que correspondía a septem (siete).

El deán es el sacerdote más importante de una catedral; su nombre proviene de ‘decano’: entre los latinos, el jefe de un grupo de diez (decem). La terciana es una fiebre que se repite cada tres días (cada tercio día). El terciopelo es la tela formada por tres hilos (pelos).

El cuaderno (latín quaterni) es una lámina de papel doblada cuatro (quattuor) veces. La cuaresma es un periodo de cuarenta días. El verbo ‘dudar’ viene del latín dubitar: originalmente, “estar indeciso entre dos caminos”. Se deriva de la raíz indoeuropea dwo (lo que está entre dos cosas).

Entre los romanos, el díploos era dos placas de metal que informaban de los méritos de los militares licenciados. De aquel término deriva ‘diploma’. El biscocho está cocido dos veces (lo que “mata” la levadura). Ese término se formó de dos latinos: bis y coctum (dos, cocido). ‘Bisiesto’ equivale al segundo día sexto (bis sextum) antes del primero de marzo del calendario romano.

Lo nulo no sirve o no existe; deriva del latín ne ullus (no alguno). ‘Primate’ es un simio, pero en la Edad Media designaba a la persona primera (prima), la de mayor importancia en un grupo. Se llamaba así a los altos cargos religiosos, como los obispos.

‘Septiembre’, ‘octubre’, ‘noviembre’ y ‘diciembre’ derivan de los números latinos septem, octo, novem y decem. Así, pues: con las palabras, todo es cuestión de hacer números.

Fonte: REVISTA NEXOS

Autor: Victor Huartado Oviedo

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